terça-feira, 27 de outubro de 2026

Kalimba: o programa que transforma a África em herança cultural para o Brasil

Atração da Rádio Câmara FM (96,9), o Kalimba chega a 400 edições inéditas e leva o ouvinte a um passeio musical por todo o continente africano — com um recado direto: é preciso conhecer a África para entender a identidade brasileira. Em um domingo qualquer, às 14h, a Rádio Câmara-Brasília cumpre uma função que poucos veículos de imprensa ousam assumir: apresentar a África como ela é — múltipla, moderna, criativa e viva. É o que faz o Kalimba, programa da Rádio Câmara FM 96,9, que acaba de alcançar a marca de 400 edições inéditas após mais de nove anos no ar. Com uma hora de duração, a atração é um convite a professores, estudantes e curiosos a mergulharem em ritmos, histórias e artistas de um continente que o imaginário brasileiro insiste em reduzir a estereótipos. A programação é um passeio cultural por todos os países africanos. O diferencial do Kalimba está na proposta: funcionar como um verdadeiro leque cultural por todos os países do continente africano, mesclando músicas locais, tradicionais, pop, jazz e produções contemporâneas de jovens artistas africanos. O programa conta com um projeto especial denominado Atlas Geomusical da África, cuja dinâmica recebe colaborações do professor Odair Marques da Silva, autor de livros e estudos sobre o continente africano. Ao longo de mais de 20 edições desse projeto, a atração vem construindo o que se pode chamar de uma verdadeira enciclopédia cultural africana — com um ineditismo raro entre as rádios brasileiras. Cada programa apresenta ritmos, histórias das músicas e de seus autores, instrumentos tradicionais e modernos e artistas de destaque internacional, sempre acompanhados de breves e deliciosos comentários sobre os países desses músicos. É uma África que não se encontra nos livros escolares, nem em outras rádios, e raramente em redes sociais. Por que o brasileiro precisa ouvir isso? A importância de iniciativas como o Kalimba vai muito além do entretenimento. Conhecer a cultura africana é condição para o brasileiro compreender a própria herança cultural nacional. A música, a culinária, as línguas e as formas de sociabilidade que constituem o Brasil têm raízes profundas no continente africano — e ignorar essa origem é aceitar uma história pela metade. Ao apresentar a África contemporânea em toda a sua diversidade, o programa devolve ao ouvinte brasileiro uma parte essencial de sua identidade. Kalimba: o instrumento que dá nome ao programa. Como curiosidade, a kalimba é um instrumento musical bastante melódico, também conhecido como piano de polegar ou mbira. De origem africana, pertence à família dos lamelofones e dos idiofones dedilhados. O nome do programa, portanto, já anuncia a proposta: trazer para o centro da cena sonoridades africanas que atravessaram séculos e hoje se reinventam nas mãos de novos músicos. Apresentação e equipe O Kalimba conta com a apresentação do comunicador Daniel do Amaral e os trabalhos técnicos de Marinho Magalhães e Allan de Souza. A produção já chegou a 400 programas inéditos, sempre aos domingos, às 14h, com reprise à meia-noite de segunda-feira, e está disponível para acesso a qualquer dia e horário no site da emissora. Um convite a educadores e leitores A programação está riquíssima e é um convite aos professores e educadores a apresentá-la aos seus estudantes, em todos os níveis de escolaridade, por meio de atividades escolares ou de organizações sociais, que desejem apreciar um repertório de valor inestimável. O Kalimba é, em si, uma ferramenta pedagógica: ensina geografia, história, música, cultura e cidadania em uma única hora de audição. Convidamos os leitores a prestigiar o programa, não somente ouvindo-o, mas divulgando-o em suas redes sociais. O acesso às informações semanais está disponível no Instagram (https://www.instagram.com/reels/DdE966yDGHc/) e no site oficial (https://www.camara.leg.br/radio/kalimba/). Você também pode interagir e valorizar o programa enviando comentários, sugestões e mensagens, para o WhatsApp: (61) 99978-9080. Em tempos de tanto ruído, o Kalimba faz o que poucos meios conseguem: informa, forma e encanta — uma viagem sonora pela África que, no fundo, é também uma viagem de volta para casa.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CAIÁS FORTALECE A LITERATURA NEGRA E AMPLIA ESPAÇO PARA NOVAS NARRATIVAS

CAIÁS FORTALECE A LITERATURA NEGRA E AMPLIA ESPAÇO PARA NOVAS NARRATIVAS Coletivo de autores negros independentes aposta na potência da produção literária como forma de expressão, representatividade e valorização de diferentes vozes na literatura brasileira. São Paulo, 16 de novembro de 2024 (Fundação do Caiás) — A literatura é feita de histórias, perspectivas e experiências que ajudam a compreender a sociedade e a transformar a maneira como enxergamos o mundo. É assim que o CAIÁS aparece como um coletivo de autores negros independentes que reúne diferentes vozes em torno da produção literária e da valorização de narrativas negras. Com a proposta de ampliar a visibilidade da literatura negra, nacional e independente, o CAIÁS busca fortalecer a circulação de produções autorais, aproximar escritores e leitores e contribuir para a construção de um cenário literário cada vez mais diverso. O coletivo parte da potência das histórias e das experiências de autores e autoras negras para ocupar espaços, estabelecer diálogos e ampliar as possibilidades de representação na literatura brasileira. Mais do que apresentar obras literárias, o CAIÁS representa a força da produção independente e a importância de criar oportunidades para que diferentes autores e perspectivas encontrem seus leitores, valorizando a pluralidade de vozes e de histórias, reforçando a literatura como espaço de expressão cultural, construção de identidade e pertencimento. Ao ocupar diferentes espaços de circulação literária e cultural, buscamos ampliar o alcance de suas produções e fortalecer o diálogo entre autores, leitores e o mercado editorial. O coletivo convida o público e a imprensa a conhecerem seu trabalho, suas publicações e suas iniciativas, contribuindo na ampliação da diversidade de narrativas que compõem a literatura brasileira. CONTATO PARA A IMPRENSA Coletivo CAIAS Responsável pela comunicação: Equipe de Comunicação E-mail: caias.coletivoliterario@gmail.com Instagram: @caias.coletivoliterario

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Livro Atlas Geocultural da África para as escolas

LiVRO Atlas África geocultural A África é um continente pujante. No início do século XXI surge como uma das regiões de maior crescimento econômico, em âmbito mundial e, em parceria colaborativa com a China, acelerada seu processo de modernização em suas infraestruturas urbanas, regionais e nacionais. O conteúdo desse livro procura atualizar as informações sobre a África. E, aos estudantes estimulá-los a um olhar propositivo sobre esse continente. No contexto presente as relações entre Brasil e os países africanos se intensifica. Trocas comerciais, intensificação de turismo e parcerias acadêmicas se ampliam com indicadores crescentes ano a ano. Além dos reconhecidos e abundantes recursos minerais e as pujantes áreas relacionadas à natureza, como o deserto do Saara ao norte, as florestas tropicais ao centro e as savanas ao sul, todas com características climáticas e geográficas específicas e diferenciadas, o turismo de safari fotográfico se amplia e moderniza, através de hotéis e resorts, a atrair turistas de todos os continentes. Enfim, o crescente desenvolvimento econômico, urbano e sociocultural, que atinge os países africanos merece o reolhar sobre os materiais didáticos anteriormente oferecidos às escolas. Com foco no público adolescente, esse material procura demonstrar essa nova África, com belíssimas obras arquitetônicas, museus, cidades modernas, metrôs e trens de alta velocidade, aeroportos internacionais, shoppings centers, universidades, enfim, oferecer informações atualizadas que os estimulem à curiosidade acadêmica e cultural e a busca de complementá-las continuamente em outras mídias. Material de Pesquisa sobre a África em www.africaatual.com.br Atlas Geocultural da África, autor Prof. Odair Marques da Silva. Editora Eiros do Brasil. www.editoraeiros.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Maio, celebrando a leitura e o dia Internacional da África nas escolas: cultura, legislação e sustentabilidade

Fonte: Odair Marques da Silva (linda imagem de Adis Ababa, capital da Etiópia)
Maio, celebrando a leitura e o dia Internacional da África nas escolas: cultura, legislação e sustentabilidade Assim como o Dia Internacional do Livro Infantil (02 de abril) destaca a importância da leitura, o Dia Internacional da África (25 de maio) deve ser celebrado nas escolas como forma de promover a diversidade cultural e o combate ao racismo. A data reforça a necessidade de incluir a história e as contribuições africanas no currículo escolar, atendendo à Lei 10.639/03 (alterada pela Lei 11.645/08), que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Ao desenvolver práticas pedagógicas que celebrem a África, as escolas não só cumprem a legislação, mas também valorizam a ODS 18: Igualdade Étnico-Racial, que aborda o racismo e a discriminação étnico-racial, promovendo o respeito às diferenças e a construção de uma sociedade mais justa. Ações como contação de histórias africanas, oficinas de arte, música e debates sobre a diáspora africana fortalecem a identidade dos estudantes e combatem estereótipos, contribuindo para uma cultura de equidade. Dessa forma, a escola se torna um espaço de valorização da diversidade, onde práticas em sala de aula como a leitura de livros - entre eles o Atlas Geocultural da África, África: Incrível para Crianças, O Quilombo Colorido, Um dia, o gato viu a lua, A África que ninguém te conta e É indígena, não é índio não! - se tornam indispensáveis nas salas de leitura escolares. Estes materiais não apenas subsidiam a produção de textos criativos por parte das crianças e adolescentes, como também estimulam a criação de murais, exposições preparadas pelos próprios estudantes, jogos pedagógicos e diversas atividades lúdicas. As professoras frequentemente se surpreendem ao observarem a alegria e o aprendizado significativo que emergem dessas iniciativas. Em sintonia com os princípios da Agenda 2030 da ONU, celebrar a África significa celebrar a riqueza cultural e a união entre os povos, essenciais para um mundo mais inclusivo e livre de discriminação.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Novembro: o mês das homenagens à Zumbi dos Palmares

O dia 20 de novembro de 2024 se estabelece como o primeiro ano a se celebrar, em todo o território nacional, a Lei que consagra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra enquanto feriado. Cabe registrar que em 21 de março de 1997 o nome de “Zumbi dos Palmares” recebeu a mais nobre comenda brasileira ao estar inserido na lista do Panteão da República como herói nacional, em registro no Livro de Aço dos Heróis e Heroínas Nacionais. Localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o memorial Panteão da Pátria Tancredo Neves abriga este registro em livro de aço. Esta publicação é um marco ao valor histórico que homenageia as personalidades de grande destaque nacional. Nos aspectos educacionais, os esforços pedagógicos em ações afirmativas encontram ressonância nas Leis 10.639/03 e 11.645/08, cujos teores tornam obrigatórios o estudo da história e cultura indígena, afro-brasileira e do continente africano, em todas as modalidades educacionais das redes de ensino. Desta forma, estas diretrizes devem compor os componentes curriculares das unidades escolares, enriquecendo os respectivos repertórios de conhecimentos ofertados aos estudantes, em conformidade às normativas explicitadas na LDB e BNCC. Outro fator relevante se observa no reconhecimento dos esforços realizados pelos países em África, por seus acelerados processos de desenvolvimento urbano, social e econômico, em benefício de suas populações, e de suas respectivas representações no Brasil, através das embaixadas e consulados, na ampliação de interações empresariais e comerciais, no intercâmbio universitário, na ampliação do turismo, enfim, em todos os gestos que fortalecem as conexões entre nossos países. Os avanços para a superação de proposições racistas e preconceituosas, historicamente arraigadas na sociedade brasileira, vem alçando patamares institucionais consideráveis. Há, portanto, que se aplaudir o dia 20 de novembro como um marco na construção de uma sociedade brasileira que tenha em seus princípios o fortalecimento da democracia, a liberdade, a igualdade de oportunidades e a valorização da cidadania. Prof. Dr. Odair Marques da Silva Diretor de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade Zumbi dos Palmares e autor do Atlas Geocultural da África.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Afriotimista, eu!

POESIA Afriotimista, eu? E agora, Drummond? O continente sobreviveu, a espiritualidade transbordou, a velha semente renasceu, a alegria de viver venceu, e agora, Mia? e agora, você? As fronteiras se desfazem, nos desassossegos que se escondem em Jesusalém, você que sonha, vive! Entre as contendas da alma, encontro Fanon, esperançar e tédio, inédito-viável e dores no corpo, escrevivências e repetições inaudíveis, lugar de fala e fala no lugar, atravessar eternos Miltons, o cansaço e a resistência, in memoriam: Biko. O que virá? Na doçura de Chiziane, as Áfricas reverberam cores, atravessam florestas e rios, cheios de vida e perigos, das lembranças de Senghor. Com o futuro na mão, pujante e vibrante, não resiste em prosseguir. Prolegômenos, brincar com as palavras, no mar caudaloso das línguas maternas, Ah! Saudades de Pata Pata e Makeba, cantava e não sabia sobre o que cantava! Enfim, herdei o prazer de cantar e dançar, gratidão, herdei o prazer de ouvir e contar histórias, gratidão, herdei o prazer de acolher e repartir, gratidão, a naturalidade em viver e morrer, gratidão, e, singelamente, admirar a beleza dos embondeiros! Sozinho, nunca: família. A marimba, djembé, corá e mbira acalentam a alma, expressam sentimentos radiantes, e projetam aos novos horizontes as aprendizagens dos caminhos percorridos. Autoria Odair Marques da Silva www.africaatual.com.br Publicada na revista “Universidade e Sociedade”, Ano XXXIV, n.74, julho 2024, pág. 176. Notas sobre a poesia O poema foi inspirado na estética de Carlos Drummond de Andrade, em seu poema de título “E agora, José”, publicado originalmente em 1942, e permanece atualíssimo. O afro-otimismo é uma corrente de pensamento, que nasce em África, com uma trajetória milenar e, de certa maneira, se contrapõe às vertentes conceituais do afro-pessimismo. O eixo temático procura mesclar as escrevivências das histórias de vida, percorridas pelo autor, como expõe Conceição Evaristo. Algumas metáforas e enigmas inseridas nas breves frases se mesclam aos romances de Mia Couto, entre estes, Jesusalém. O rompimento de fronteiras geográficas, coloniais, ideológicas, estigmatizantes, usurpadoras, excludentes, e a necessária e urgente aproximação e reconexão com os 54 países do continente africano também percorrem a alma deste poema. Os Miltons é uma homenagem a Milton Nascimento, músico, e Milton Santos, geógrafo, e aos que lutam pela libertação plena do ser humano. Há uma curiosidade em Pata Pala, muito popular no Brasil, e música pop internacional na década de 1970, que significa “toca toca”, na língua Xhosa, no sentido de tocar, aproximar-se. Poucas divulgações expressam que Makeba, sua intérprete, era uma liderança ativista contra o apartheid e pelos direitos humanos. Enfim, família, por um mundo mais justo, fraterno, humano e sustentável.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Homenagem ao Prof. Dr. Roberto Silva, USP

Homenagem ao Prof. Dr. Roberto Silva, USP, dezembro/2023 Em respeito ao passamento deste ilustre educador. Em cujas conviências, centenas de estudantes e educadores, tivemos a oportunidade e a grata satisfação de aprender, compartilhar, compreender o mundo em que vivemos, a transcorrer a solidariedade, o acolhimento da Pedagogia Social, e a valorização do outro.
In Memoriam. Colegas da Pedagogia Social: Prof. Dr Franciscom Evangelista, Prof. Dr. Odair Marques da Silva e o ilustre Prof. Dr. Roberto Silva. Pensamento do Prof. Dr. Roberto Silva, USP “E uma educação que se queira plural, laica, pública, que respeite e que contemple as diferenças e as experiências individuais, as instituições tradicionais como família, igreja, nação e Estado, que até então forneceram os modelos educacionais, dão lugar à democratização das formas de pensar, de sentir e de agir e requerem cada vez mais a busca de consensos quanto ao que devam ser os objetivos e as metas da Educação e da escola.” Prof. Dr. Roberto Silva, As bases científicas da Educação não-formal, in Pedagogia Social, 2009. Centenas de imagens fraternas sempre permanecerão em nossas memórias e vivências.