sexta-feira, 1 de setembro de 2017

REAFRO em Campinas/SP


A Rede Brasil Afroempreendedor (REAFRO) realiza uma reunião na UNICAMP (1/9/17) e consolida as premissas para a formalização de uma equipe coordenadora da REAFRO para a cidade de Campinas. Com a participação de Osvaldo Rafael Pinto e Marcia Farro (coordenação SP) se articulam projetos como o mapeamento dos afroempreendedores no município, seminários formativos e eventos de empreendedorismo como feiras e outras modalidades. A equipe coordenadora local fica composta por Odair Marques da Silva, Irani Ribeiro, Ronaldo Luis de Almeida, Robson Jose de Almeida, Alessandra Martins Gouveia Batista e Mauricio Maghi Batista. Acompanha a reunião o Sr. Aldacir Fonseca de Souza, articulador da REAFRO na RMC e, em parceria, na atividade celebrativa participam Celso Ribeiro de Almeida e a jornalista Maria Alice Cruz.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Desafios à Educação Social e Popular no contexto atual

Oficina

Programação

Manhã (9:00 - 12:00)
1- Como trabalhar EP em larga escala para enfrentar a restauração conservadora em curso, disputar a hegemonia promovendo a alfabetização política da sociedade.
2- Diálogos entre a Educação Popular e a Pedagogia Social: comunicação e cultura, redes sociais, novas tecnologia. O desafio das novas linguagens e da distribuição do poder;
3-EP e as diversidades de sujeitos e a Interculturalidade como eixo transversal;
4-EP numa conjuntura de resistência marcada pela desconstrução de direitos; inclusão pelo consumo; intolerância e ódio disseminados - o desafio de recolocar a centralidade dos direitos humanos nas práticas e no discurso da EP;
5- EP e novas relações de trabalho: desafios de educar num mundo de trabalho que mudou e se diversificou muito;

Tarde (14:00 - 17:00)

6- EP e sustentabilidade do Planeta: mudanças climáticas, a luta contra o extrativismo depredador, novas fontes de energia, novos padrões de consumo na sociedade;
7- EP sendo capaz de contribuir com sujeitos sociais e políticos emergentes respeitando sua autonomia e entendendo as novas dinâmicas organizativas dos mesmos;
8- EP capaz de contribuir para a renovação das formas de fazer política dos sujeitos tradicionais, entidades populares, sindicatos, partidos;
9 - EP contribuindo para um novo projeto educacional para o Brasil: centralidade da educação num novo projeto de desenvolvimento humano e sustentável.
10 - Para finalizar o que é fazer EP e Pedagogia Social, hoje? Como reinventá-las à luz destes e de outros desafios do mundo contemporâneo, mundo líquido para Baumamn, mundo das complexidades para Edgar Morin,  mundo das incertezas?

Coordenação: Pedro Pontual, possui graduação em Psicologia pela PUCSP, Mestrado e Doutorado em Educação pela PUCSP. É presidente honorário do Conselho de Educação Popular da América Latina, atuou como secretário municipal em Embú e Santo Andre, assessorou POLIS, FASE e dezenas de ONGs. Assessorou a Sec de Educação de SP no período de Paulo Freire.

Data: 26/08/2017
Local: CEDAP - R. Barbosa da Cunha, 930 • Jd. Guanabara • Campinas/SP • inf: (19) 3291-0287 (falar com Roberta)
Participantes: educadores sociais, profissionais da educação e assistência, agentes sociais e comunitários, pessoas participantes em ONGs, terceiro setor, pastorais sociais e movimentos sociais
Valor da inscrição: 70,00 (Setenta Reais)

Organizadores: Prof. Dr. Odair Marques da Silva, CEDAP e AACISG
Envie por email: nome, endereço, fone, instituição ou movto que participa, email de contato, data e hora do depósito  para: gabriel.locatelli.m@gmail.com.


IMPORTANTE: somente 20 vagas abertas, confirme a reserva de vaga antecipadamente com Gabriel (gabriel.locatelli.m@gmail.com ) e faça, a seguir, o depósito bancário na conta: Associação Amigos do CISGuanabara, Banco do Brasil, ag 6503-x, c/c 19349-6   (CNPJ 23.445.514/0001-56)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Museu da Língua Portuguesa: uma etnografia da interatividade em seu modelo de difusão cultural

Tese de Doutorado - UTAD - Repositório Virtual

O Museu da Língua Portuguesa - MLP é uma referência em difusão cultural desta língua, no Brasil, enquanto patrimônio cultural imaterial. Instalado num prédio construído no século XIX para tornar-se o principal eixo modal de transporte ferroviário de São Paulo, a Estação da Luz, revitalizada e tombada como patrimônio histórico, após intensa atividade de restauro, passou a abrigar este projeto cultural. O museu encontra receptividade e reconhecimento de público e alcança elevados índices de visita. Nestas circunstâncias, a investigação visa perscrutar as dinâmicas de interatividade comunicativa no MLP, em função de suas interfaces, a citar a relação entre o visitante e os seus acervos, constituídas neste caso por instalações tecnológicas e mídias interativas. Os aportes de métodos como a entrevista, a aplicação de instrumento de coleta de dados, em formato de questionário e análise qualitativa, a pesquisa em documentos e publicações do museu, as anotações em caderno de campo, carreiam técnicas que se incorporam à metodologia etnográfica de observação participante, eixo estruturante e suporte investigativo a este projeto, no campo das ciências da cultura. O período de investigação, entre julho de 2012 e novembro de 2015, pressupõe uma análise de contexto, a considerar a conjuntura social, política e cultural que repercute para criação do museu, em 2006, e referências distintivas entre a cultura brasileira e a portuguesa, as quais também perpassam à língua como componente de projeto curatorial. Enfim, compreender a dinâmica entre o acervo e as instalações tecnológicas e, nesta imbricação, se o modelo de interatividade proposto se coaduna à expectativa do visitante, configura o cerne da investigação.

The Museum of the Portuguese Language - MPL is a reference in cultural diffusion of the Portuguese language, in Brazil, as intangible cultural heritage. Housed in a building built in the nineteenth century to become the main axis of modal railway in São Paulo, the Estação da Luz, was revitalized and listed as historical heritage after intensive restoration activity, and now houses this cultural project. The museum has receptivity and public recognition and achieves high levels of visits. In these circumstances, the research aims to scrutinize the dynamics of communicative interaction in the MPL, according to its interfaces, quoting the relationship between the visitor and its collections, constituted in this case by technological installations and interactive media. The contributions of methods such as the interview, the application of data collection instrument in questionnaire format and qualitative analysis, research documents and museum publications, the notes in a field diary, foment techniques that incorporate the ethnographic methodology participant observation, structural axis and investigative support to this project, in the field of culture sciences. The reporting period, between July 2012 and November 2015, presupposes a context analysis, to consider the social situation, political and cultural repercussions for the museum’s creation in 2006, and distinctive references between Brazilian culture and the Portuguese, which also permeate the language as a curatorial project component. Finally, understanding the dynamics between the collections and the technological installations, and in this imbricate, the proposed model of interactivity in line with visitor expectations, sets the core of the research.

Odair Marques da Silva
Texto integral da tese disponível em:     http://hdl.handle.net/10348/7418

quarta-feira, 1 de março de 2017

Artigo que expõe reflexões sobre a identidade brasileira. Resultado de pesquisa sobre as relações entre Brasil e Portugal nos primeiros 300 anos de história do Brasil. de 1500 a 1822. Período em que o país pertencia ao Reino de Portugal. 
Silva, Odair Marques e Moreira, Fernando 2016). Contributos para uma reflexão sobre a identidade brasileira a partir de elementos da cultura portuguesa. In Cultura e Educação - Reflexões, Zan, Dirce, Moreira, Fernando, Silva, Odair Marques da, Ribeiro, Orquídea (Orgs). 2016. Editora UTAD Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.  

Prof. Dr. Odair Marques da Silva
Graduation in Sciences, degree by the University São Judas Tadeu (1983). Postgraduate in Systems Analysis by PUCCAMP and Master in Quality Management by FEM / UNICAMP, with a dissertation on Non-Governmental Organizations / ABONG. He is active in the following subjects: Education and Cultural Production. Teacher in the Post-graduation in Social Pedagogy - UNISAL / Campinas / SP. Member of GEPESAC - Research Group on Social Education - UNISAL / Campinas / SP. Co-author, among others, of the following publications: "Small actions change the world", "Education and Work in the Perspective of Social Pedagogy", "Technologies and Interactive Media in School" and "Education and Culture - 2016). " PhD at UTAD - Portugal, with a concentration in Cultural Sciences and object of research at the Museum of the Portuguese Language, in the interaction between its pedagogical methodology of cultural diffusion and the installations based on new media and technologies. (http://lattes.cnpq.br/5104682653026905)


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Oficina “Desafios nas práticas da educação social”



Objetivo

Apresentar através das diversas competências, um conjunto de conceitos e práticas na abordagem da educação social, para atuar no terceiro setor e na área da Inclusão Social ligada a projetos culturais em ONGs e bairros periféricos.

Justificativa

Pela importância e o profissionalismo que a profissão exige, se valoriza a formação profissional que relacione a educação e a cultura, e envolva a eficiência do trabalho do monitor, educador e agente social.

Metodologia

Serão 12 (doze) encontros semanais aos sábados, com 3 (três) horas de atividades cada, totalizando 36 horas. Abrangendo temas como redução de danos, dependência química, arte-educação, relação educador-educando e políticas públicas.

Agenda
Aulas aos sábados.  Horário: 9h às 12h.  Início: 06/08/2016 - Término: 22/10/2016.
Realização: AACIS (Associação Amigos CISGuanabara) e CisGuanabara/Preac/Unicamp
Apoio: GEPESAC (Grupo de Estudos e Pesquisas em Pedagogia Social e Ação Comunitária) e Cáritas – Campinas/SP
Vagas: 30 inscritos
Local: CIS Guanabara: Rua Mario Siqueira, 812 – www.cisguanabara.unicamp.br
Inscrições: preencher ficha no link e pagar boleto bancário (4 parcelas de R$70,00) http://www.funcamp.unicamp.br/eventos/OficinaDesafiosPraticasEducacaoSocial/index.asp

Cronograma


Conteúdo
Coordenação de oficina
Data

Módulo 1


1
História da assistência social e políticas públicas na área social
Rita de Cassia Machiore. Assistente Social e socióloga.
06/08
2
Conceitos de violência e Direitos Humanos e Inclusão Social
Dr. Paulo Mariante, Advogado
13/08
3
Estatuto da criança e adolescente e arte-educação
Profa. Elisande de L. Quintino. Pedagoga
20/08

Módulo 2


4
Introdução à Pedagogia Social e Animação sociocultural
Profa. Ms Noêmia Garrido, doutoranda UTAD
27/08
5
Introdução à psicologia social
Michel Vinícius C. Pedroso. Psicólogo
03/09
6
Saúde e boas práticas
Dra. Tâmara Maria Nieri, clinica médica, CECOM/Unicamp
10/09

Módulo 3


7
Novas tecnologias e cultura digital no cotidiano da educação social
Prof. Ms Odair Marques da Silva, docente na pós-graduação UNISAL
17/09
8
SINASE Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
Uiara Cristina Viana Danelutti, terapeuta educacional.
24/09
9
Trabalho em equipe multidisciplinar
Gisele Maia.  Assistente Social.
01/10

Módulo 4


10
CNV – Comunicação não violenta e mediação de conflitos
Leonardo Bastos. Psicólogo Social
08/10
11
Uso de SPA e redução de danos
Dr. Felipe. Médico. Consultório de Rua
15/10
12
Confraternização e entrega certificados
Roda de conversa e avaliação
22/10


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

peça teatro "Carolina Maria de Jesus"


Frente Negra CULTURA  Brasileira.

Apresenta Carolina Maria de Jesus.

Nascimento: Sacramento MG, 14 de Março de 1914.

 

Morte: São Paulo SP, 13 de fevereiro de 1977.

 

Profissão: Catadora de papel Reciclável, Escritora Brasileira

 

Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever. A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas. Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles. Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias. A história de Carolina "eletrizou a cidade" e, em 1960, Quarto de despejo, foi publicado. A tiragem inicial de dez mil exemplares se esgotou em uma semana (segundo a Wikipédia em inglês, foram trinta mil cópias vendidas nos primeiros três dias).

 Embora escrito na linguagem simples e deselegante de uma pessoa sem muita instrução, seu diário foi traduzido para treze idiomas e tornou-se um best-seller na América do Norte e na Europa. Mas não foram somente fama e publicidade que Carolina ganhou com a publicação de seu diário: despertou também o desprezo e a hostilidade de seus vizinhos. “Você escreveu coisas ruins sobre mim, você fez pior do que eu fiz”, gritou um vizinho bêbado. Chamavam-a de prostituta negra, que havia se tornado rica por escrever sobre a favela, mas que se recusava a compartilhar o dinheiro. Muitas pessoas jogavam pedras e penicos cheios nela e em seus filhos. A raiva dos vizinhos também teria sido motivada pela mudança de endereço de Carolina, para uma casa de tijolos nos suburbios, o que foi possivel com os ganhos iniciais da publicação de seu diario. Vizinhos se juntaram ao redor do caminhão e não deixaram partir. A filha de Carolina, Vera Eunice, contou, em entrevista, que sua mãe aspirava a se tornar cantora e atriz. Pobre e esquecida, Carolina Maria de Jesus morreu em 1977, insuficiencia cardiaca, aos 62 anos e foi enterrada no cemiterio do Cipó em São Paulo.

 

                                 Ficha tecnica do Espetáculo: Carolina

 

Direção: Claudio Lima

Assistente de Direção: Euclides Franco

Som e Luz: Milton Souza

Adereços Cênicos: Claudio Lima

Atores: Euclides Franco, Vinicius D Ottavianoe

 

Quando? : 13 de Agosto de 2015

 

Onde: Cis Guanabara

 

Endereço: Rua: Mario Siqueira 829 – Bairro Gauanabara

 

Horário: 20.00 h

Entrada  Franca, com estacionamento gratuito no local, Ingressos Livre, porém no final havera o passar do chapéu,... Chegue com antecedencia.

Euclides Franco fone (19)xx 993874324

 

Capacidade: 120 pessoas

 

Frente Negra CULTURA  Brasileira.

Ronaldo Luis de Almeida

(19) 3233 7801 www.cisguanabara.unicamp.br




segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Relação professor estudante?

“Trazemos para cima de nossos ombros a responsabilidade total ou maior pela aprendizagem dos alunos. Nós planejamos o curso, nós damos as aulas, nós preparamos as apostilas, corrigimos os trabalhos e exercícios, orientamos, guiamos, dirigimos. O nosso aluno ouve, lê, estuda, anota, faz os exercícios e as provas, assiste às aulas. É pouco ativo, pouco participante, quase nada responsável nem responsabilizado por sua aprendizagem” (Masetto, 1992: 78)

MASETTO, M.T. Aulas vivas. São Paulo: MG Editores Associados, 1992. Título da reportagem: O papel do docente hoje é fazer parceria com os alunos. Por Carlos Costa.