terça-feira, 19 de abril de 2011

fórum 2011 - meio ambiente e sociedade

Fórum meio ambiente e sociedade -
Proteção aos trabalhadores expostos ao benzeno

http://foruns.bc.unicamp.br/energia/foruns_energia.php

INFORMAÇÕES GERAIS
Local: Centro de Convenções da Unicamp
Data:03 de Maio de 2011
Horário: das 9h00 às 17h00
Informações adicionais: Dr. Celso Ribeiro de Almeida - cipa@unicamp.br

Sobre o Evento: O evento se propõe a discutir o uso do benzeno e as suas implicações na área de saúde do trabalhador e meio ambiente, bem como debater os mecanismos de controle social através das Comissões do Benzeno.
O benzeno está presente em refinarias de petróleo, siderúrgicas, fábricas de calçados, postos de combustíveis, laboratórios de análises químicas e em outros setores onde é utilizado como solvente ou como matéria prima.
Alterações nas células sanguíneas (benzenismo) e tumores têm sido associados à exposição a essa substância.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO NU XINGU

PALESTRA NA GALERIA DE ARTE UNICAMP / IA

EXPOSIÇÃO NU XINGU

Valdir Zwetsch e Antonio Carlos Rodrigues (TUNEU):

"Bancos Indígenas: entre a função e o rito"
19 de abril de 2011 - às 10 horas

Galeria de Arte Unicamp / IA
Prédio da Biblioteca Central César Lattes - Térreo
Tel. (19) 3521-6561
galeria@iar.unicamp.br
www.iar.unicamp.br/galeria

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'


Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

papel dos conselhos nas políticas públicas

Conselho Municipal de Saúde – Campinas
Integrando os segmentos para a construção de um bem comum
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Gastão Wagner faz palestra na Unisal sobre o papel dos conselhos nas políticas públicas

Gastão Wgnaer, durante palestra na Unisal em que abordou o papel dos conselhos no controle social
“O Papel dos Conselhos nas Políticas Públicas” foi o tema da palestra proferida na manhã do último sábado, dia 28, no Centro Universitário Salesiano (Unisal) de Campinas, pelo médico e ex-secretário municipal de Saúde de Campinas, Gastão Wagner de Sousa Campos. Participaram, também, como debatedores, a professora do curso de Mestrado em Educação da Unisal de Americana, doutora Sueli Maria Passagno Caro, o professor e colaborador da Unisal Gabriel Lomba Santiago e a professora de Educação de Jovens e Adultos da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), Noêmia de Carvalho Garrido.
Em sua fala, Gastão reforçou a importância da gestão compartilhada das instituições públicas pelos gestores, trabalhadores e usuários, assim como os avanços propiciados pelo caráter deliberativo dos conselhos municipais. No entender do ex-secretário, as instituições de controle social vão além do que se entende por centros de politização, “para se tornarem foro de reflexão social, espaços coletivos e terapêuticos onde a escola é contínua e onde os preconceitos podem ser derrubados”.
As barreiras impostas pelo neoliberalismo foram destacadas por Gastão como desafios a serem vencidos, principalmente, pela democratização de ações nas áreas de saúde e educação. “São campos onde o taylorismo, isto é, as padronizações que visam tão somente o rendimento da mão-de-obra, não funcionam, pois cada paciente, cada aluno, cada família, cada comunidade tem uma especificidade em que a mesma interferência não funciona. Daí a importância da criatividade e do diálogo entre todos os agentes envolvidos”, ressaltou.
O médico ainda lembrou que uma tarefa constante para os conselheiros que trabalham com políticas públicas é promover a “contaminação” de interesses que movem gestores, trabalhadores e usuários, uma vez que cada uma dessas partes defende sua própria facção. Gastão deu o exemplo do gestor que, além de ter que zelar pela sustentabilidade da organização, às vezes se depara com imprevistos que exigem decisões unilaterais. O trabalhador, por sua vez, conta com o corporativismo dos sindicatos e, por fim, no caso do usuário, suas demandas, em algumas situações, são pontuais, isoladas e exigem resolução imediata.
“Por isso é importante fortalecer a comunicação entre as partes para que ocorra essa contaminação de interesses. Mesmo porque – esclareceu Gastão – a cogestão reconhece esses três discursos e essas diferenças precisam ser colocadas na mesa de discussão”. Ao final, o palestrante respondeu perguntas dos debatedores, dos alunos de pós-graduação da Unisal e dos demais convidados.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ferramentas de Gestão 2011

GIFE lança curso Ferramentas de Gestão 2011



O GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), com apoio do Instituto Coca-Cola (RJ) e do Instituto Itaú Cultural (SP), lança a edição 2011 do seu tradicional Curso Ferramentas de Gestão, em São Paulo e no Rio de Janeiro, do qual a ABONG vai participar este ano. Instrumental e modular é uma oportunidade de aperfeiçoamento para quem está em busca de conteúdo que agregue mais eficiência à criação e ao gerenciamento de projetos sociais. As inscrições estão abertas aos interessados pelo portal www.gife.org.br. O curso em São Paulo começa no dia 4 de abril e no Rio de Janeiro, no dia 11.



O Ferramentas de Gestão é voltado a profissionais de institutos, fundações e empresas, organizações não-governamentais, gestores de políticas públicas e qualquer pessoa interessada em atuar com competência no terceiro setor. Na edição 2011 de São Paulo, serão nove módulos (dois dias, das 9h às 18h). Já no Rio de Janeiro, serão cinco módulos (dois dias, das 9h às 17h), que acontecem sempre às segundas e terças ou quintas e sextas-feiras.



Veja a programação dos módulos.



As inscrições são feitas exclusivamente na seção Cursos do site do GIFE www.gife.org.br, onde estão disponibilizadas as informações completas sobre conteúdo, consultores e valores. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo tel. (11) 3816 1209 ramal 56, ou pelo e-mail: cursos@gife.org.br.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Arte e Cultura na Unicamp 2011

Encontram-se abertas as inscrições para o Fórum Permanente de Arte e Cultura, a ser realizado no dia 25 de abril de 2011, cujo tema é:



“Jogos Interculturais dos Povos Indígenas”



As inscrições poderão ser feitas através do site: http://foruns.bc.unicamp.br/arte/foruns_arte.php

sexta-feira, 1 de abril de 2011

poema do Marcílio

SILENCIAR DA POESIA

Silêncio de poesia,
Alma que se cala.
Gritos, escritos no olhar,
Daquele que já não fala.

Calar-se, para não dizer,
A falta da existência, do ser,
Meus Deus! Cadê o motivo,
Que motiva o homem viver.

Saber ganhar, ou perder,
Saber olhar o horizonte,
Ver a vida, que existe
Que brota por trás dos montes.

Calar-se, pra não dizer,
A ternura de um querer,
Que partiu para bem longe,
Não há mais um bem querer.

Que bom acreditar,
Que existe sempre um caminho,
Que faz o sonho existir,
Pra todo ser, tem um ninho.

Que as águas desse mar,
Traga as novas ondas,
Não ser José, nem Antonio,
Nem mesmo Epaminondas,
Ser o fruto da vida que há,
Menino, calçado de congas.

....Marcilio Estácio de Souza...
Um dia do fim março/2011